Cooperativismo: A Energia Do Terceiro Milênio – Festival FB 2012

A Lenda de Orfeu E Eurídice

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 Olá, pessoal! Como estão indo com o Festival? Muito trabalho, não é?! Mas espero que estejam tendo um tempinho para conferir as atualizações do blog, os assuntos estão ficando cada vez mais interessantes e hoje eu queria falar sobre uma lenda grega: Orfeu e Eurídice. Esta é, acima de tudo, uma história de amor e de música, espero que gostem!

Orfeu era filho da musa Calíope com, segundo os populares, o deus Apolo. Era o músico mais talentoso de toda a Hélade, seu canto acalmava os pássaros e a melodia de sua harpa fazia as árvores curvarem-se para ouvir seu som ao vento; ele era a alegria da cidade. Orfeu era casado com uma mulher muito bonita chamada Eurídice, eles se amavam muito e eram muito felizes, porém, um certo homem chamado Aristeu acabou se interessando por Eurídice, que recusou suas atenções e assédios. Aristeu decide perseguí-la, e enquanto ela fugia, tropeçou numa serpente que a picou e a matou.

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Orfeu ficou muito triste com a morte de sua amada e decidiu ir ao Mundo Dos Mortos para resgatá-la. Ao chegar lá, a melodia de sua lira convenceu o barqueiro Caronte a levá-lo vivo pelo rio Estige; depois, sua doce ária fez adormecer Cérbero, o cão de três cabeças que guardava as estradas do Submundo; seu canto aliviou a tortura dos condenados e, finalmente, quando chegou ao trono de Hades, Senhor do Mundo dos Mortos, teve de aplacar sua fúria e convencê-lo a devolver-lhe Eurídice. Hades, a princípio, fica furioso por um homem vivo penetrar seus domínios, mas o canto triste e pungido de dor de Orfeu fê-lo chorar lágrimas de ferro e comoveu Perséfone, sua esposa, que implorou a Hades que permitisse a Orfeu levar sua amada de volta, e assim foi feito, mas com uma condição: a de que Orfeu não olhasse para Eurídice até que esta fosse atingida pela luz do Sol, no mundo dos vivos.

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Orfeu nunca estivera tão feliz e, enquanto se dirigia ao mundo dos vivos, tocava apenas cantigas alegres para guiar a sombra de Eurídice pelo caminho. Ele não olhou para trás em nenhum momento até atingir a luz do Sol e então, quando se virou para certificar-se de que sua amada estava ali, e por um momento a viu, perto da vida, próxima à sombra do túnel escuro de onde saíam, porém, ela se transformou novamente num fino fantasma e soltou um gemido final de amor e tristeza, então se foi, para sempre.

Orfeu então se tornou um homem amargurado, já não tocava mais, já não sentia algo de bom por nada, até que um dia, mulheres furiosas por terem sido desprezadas por ele, chamadas de Mênades, atacaram-no e o mataram cruelmente. Toda a Natureza se revoltou contra este ato mal e estas nunca mais encontraram felicidade nas suas vidas, foram transformadas em árvores ocas que o vento açoitava furioso por não ter mais as liras de Orfeu a embalar suavemente a brisa. Apesar de tudo, Orfeu juntou-se à sua amada no Submundo e lá ficou com ela para toda a eternidade, cantando e tocando para o submundo a música que antes tocava para os vivos.

Essa lenda é uma espécie de metáfora para representar o poder transformador que a música tem, a capacidade de dar esperanças ao mais desalentado dos corações e a constante que ela é em nossas vidas. Apesar de essa lenda não ter tido um final considerado como “feliz”, com Orfeu e Eurídice unidos na vida, ela acabou mostrando que a música é um ponto de união entre as pessoas, seja na vida, seja além desta. A Lenda de Orfeu E Eurídice serviu de inspiração a muitas obras ao longo dos tempos, como “Orfeu da Conceição”, de Vinicius de Moraes, uma peça de teatro escrita em 1954 e muito conhecida pelo famoso Monólogo de Orfeu:

Há também um filme feito em parceria entre Brasil, Itália e França, chamado “Orfeu Negro”, de 1959 e trata-se de uma adaptação cinematográfica da peça supracitada de Vinicius de Moraes. É ambientado no Brasil, mais precisamente em uma favela do Rio de Janeiro, na época do carnaval.

Uhm, acho que por hoje é só, pessoal! Espero que tenham gostado desse nosso papo sobre mitos e música, que acabou também incluindo um pouco de teatro, poesia e cinema… Bem diversificado, não é?! Achei muito muito linda essa história de Orfeu e Eurídice e mais lindo ainda o monólogo de Orfeu, escrito por Vinicius de Moraes, poeta, músico e compositor pelo qual tenho grande admiração! Deixem suas opiniões e comentários, gente, gostamos muito de saber o que vocês estão achando do nosso trabalho! Eu ainda volto, hein?! Até a próxima!!!

Ana Freire

Links das Imagens:

http://educacao.uol.com.br/artes/orfeu-e-euridice.jhtm

http://www.freewords.com.br/literatura/o-mito-de-orfeu-e-euridice

http://tvbrasil.ebc.com.br/programadecinema/episodio/orfeu-negro-0

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